Olá!

Me chamo Beatriz, mas as pessoas mais próximas costumam me chamar de Bia. Sejam bem-vindos!

Gostaria de me apresentar e compartilhar um pouco da minha trajetória..

Nasci em São Paulo, tenho um irmão mais velho, e desde cedo sempre fui uma pessoa sensível, que gostava de ler, estudar e cuidar. Fui criada por pais que desde cedo me ensinaram responsabilidade e a importância da caridade e da doação. A dor do outro sempre me sensibilizou profundamente. Minha mãe sempre conta uma história de quando uma tia estava internada, ela me levou para visitar, eu comecei a cuidar dela como se eu fosse a enfermeira do plantão.

E ainda assim, medicina não foi a primeira formação que me atraiu. Embora eu sempre tenha sido tímida, a parte de comunicação e artes sempre me atraíram. Apaixonada por música e dança, eu flertei um tempo com o jornalismo, cheguei a fazer diversos cursos em design gráfico e web design, mas foi em uma visita na Faculdade de Medicina na Unicamp durante o ensino médio que me encantei pela área. Nas salas de anatomia eu vi arte pura, no contato com o paciente, a comunicação mais preciosa que existe, e no tratamento de doenças, a forma mais pura de cuidado.

Em 2015 ingressei então na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), onde vivi anos de muito crescimento e aprendizado. Dentro do complexo do Hospital das Clínicas, vi a vida nascer, ressignificar, padecer e se transformar. Tive o privilégio de aprender com mestres incríveis, grandes referências em medicina no Brasil, sempre com um olhar criterioso e baseado em evidências. Aprendi, para além da ciência, o papel fundamental que uma equipe de saúde desempenha na vida de um paciente. Aprendi, no dia da matrícula, que meu papel na vida das pessoas seria tratar sempre, curar às vezes, mas confortar sempre. Embora seja uma ciência, medicina não é exata, e que a função da assistência vai para muito além do que apenas erradicar doenças.

Durante a faculdade, também me envolvi em diversos projetos de humanização, como o curso de formação de palhaços de hospital MadAlegria, fiz parte do grupo de dança Med Dança, fui atleta da equipe de atletismo e fui professora, plantonista e tutora de química orgânica no cursinho popular MedEnsina.

Mas, dentre todas as experiências, vivências e contatos que tive na faculdade, o que se destacou para mim na hora de me decidir pela especialidade foi a Ginecologia e Obstetrícia. Eu amava o ambiente ambulatorial, clínico e cirúrgico, em como o cuidado ginecológico passava por todas as fases da vida, desde a infância até a senescência, muitas vezes lidando com assuntos delicados e negligenciados, nessa população que já sofre tantos preconceitos na sociedade. Eu adorava o centro de parto, estar presente nesse momento tão especial e transformador na vida de uma família, seja ela como for constituída. Assim, escolhi fazer a minha especialização no Einstein Hospital Israelita, uma instituição reconhecida pela excelência assistencial, acadêmica e tecnológica.

Agora, estou me subespecializando em Uroginecologia e Cirurgia Reconstrutiva do Aparelho pélvico, que foca em queixas como prolapso genital e incontinência urinária, para poder fornecer um atendimento mais aprimorado para as condições do assoalho pélvico.

Hoje, olho para essa trajetória com muita gratidão. Cada experiência, desde a infância até a formação e a especialização, ajudou a moldar a médica que sou e a forma como escolho cuidar de cada paciente.

Acredito em uma medicina baseada em evidências, mas também em escuta, acolhimento e respeito. Meu objetivo é oferecer um atendimento humano, individualizado e livre de julgamentos, em que cada pessoa se sinta segura para falar sobre sua saúde e participar ativamente das decisões sobre o próprio corpo.

Este espaço nasce com esse mesmo propósito: compartilhar informações confiáveis, reflexões e conteúdos que contribuam para a saúde e o bem-estar em todas as fases da vida.

Sejam muito bem-vindos!

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